Instalações-Livro
Bruno O. Gonçalves> Antigas Instalações da Livraria XM
Instalação sonora> Cláudio Vidal
Colaboração> Eduardo Conceição
Parceiros > Alfarrabista Arco da Almedina e Alma Azul
Considerando as artes plásticas uma dimensão com características específicas, únicas e diferenciadas de outros campos artísticos, deve-se por esse motivo explorar e clarificar essa mesma dimensão as artes plásticas devem ser abordadas de uma maneira activa, não esperando que ela nos diga algo de imediato, espontâneo e claro. Não se senta e espera-se que nos diga algo de novo! deve sentar-se e usufruir, contudo essa acção deve ser prolongada através do tempo, e nem sempre nos apercebemos da sua importância a curto prazo. De uma maneira mais erudita ou mais comum, apercebemo-nos da sua relação com o que nos rodeia. o contexto da obra, assim como o seu entendimento surge também com a preocupação de o publico quer entende-la, mesmo que não goste, pode surpreender-se…
A obra física e sonora
o livro tem uma evolução, contundo o suporte físico tem um percurso mais ou menos linear, o tema aqui abordado, dá importância ao objecto e suas potencialidades plásticas, e menos ao seu conteúdo, não descurando e renegando a sua relevância, importância, significado ou representação. A alegoria da sua existência é representada por uma narrativa em sentido inverso. Contudo a obra faz sentido por essa alegoria mas não nasceu por isso, nasce simplesmente como uma mera representação formal e pode ser lida como tal. O seu contexto alegórico simplesmente é um conceito que dá base e justifica a existência da obra. Outros conceitos surgem, sem a necessidade serem exaustivamente enunciados, como subcategorias. Enriquecem a sua performance como representado estática de uma dinâmica complexa que é a “construção/criação” de um livro (objecto/universo). Os sons com ou sem ritmo, reforçam o ambiente em torno da instalação
A relação
Por fim a música, tendo uma dimensão mais lúdica, tornando o espectador mais passivo, o que pelo processo reverso, torne com que seja alimentada novamente o desenvolvimento desse mesmo tipo de música. Não subjugando o estímulo sensorial que a música nos provoca, nem esquecendo a escala, consideravelmente superior, mas inferiormente popular, de outros géneros de música que tenham como conceito – base o estímulo da intervenção do espectador, a música aqui tratada, adquire uma dimensão dentro das artes plásticas e menos “show”, não precisando do espectador para ser diferente, mas precisando do entendimento por parte dele para poder adquirir significado…
Hiperligações relevantes
Blogspot http://brunoogoncalves.blogspot.com/
Eduardo Conceição> Loja Mau Feitio Mulher
Parceiro> Alma Azul
O público terá de interagir com a peça para ler os novos poemas ou textos gerados pela construção da peça.
A peça consiste em páginas retiradas de livros de poesia da Alma Azul penduradas em cabides como peças de vestuário que se encontrem para venda. As páginas estarão ligadas por fios de seda que atravessam e cozem as páginas. Cada fio de seda selecciona uma palavra em cada folha que atravessa, demarcando assim um poema ou texto na totalidade das folhas que atravessa.
No final da exposição um novo livro será conformado com as páginas utilizadas na instalação.
O público pode interagir com a peça seleccionando um fio de seda para seguir e descobrir um novo poema ou texto. (A possibilidade de o público poder construir os novos poemas não está excluída. É necessário efectuar alguns estudos prévios de forma a garantir a sua boa execução.)
A peça tem uma reminiscência de cadavre exquis, são compostos novos poemas partindo das palavras de autores consagrados, lembrando assim a existência de novos autores. O acto de reconstruir um novo livro partindo das páginas usadas lembra a potencialidade de novos autores e indivíduos.

